Entrevista Lully

 Boa noite, Gleepers. Hoje estaremos postando mais uma entrevista em nosso site, e dessa vez é com a vlogueira Luisa Clasen, a Lully. Clique aqui para acessar o canal dela no YouTube.


Gleep - Em seus vídeos você dá bastantes conselhos para seu público. De onde você tira esses conselhos? 
Lully - Eu sempre tive uma visão bem objetiva do mundo, graças ao que a minha mãe sempre me falou. Desde criança houve um relacionamento bem aberto e com muito diálogo em casa, então ela me aconselhava bastante. Quando minhas amigas vinham pedir conselhos, eu falava o que achava sem medo. Sempre fui sincera, então já rolou de ficarem chateadas porque eu não falo o que as pessoas QUEREM ouvir. De qualquer forma, acho que os conselhos são 50% observação e "aprender com a vida" e 50% ter a coragem de falar isso pra pessoa. Quantas vezes a gente sabe que alguma coisa não vai dar certo, mas acaba não falando por medo de magoar o outro, né?

G- Imagino que você deve receber muitos e-mails do seu público pedindo "ajuda". Chega muita coisa bizarra? Se puder contar, qual foi o mais estranho?
L- As pessoas confiam muito em mim, então recebi vários emails com pedidos de ajuda bem inusitados. Não acho legal falar pontualmente, porque seria até meio antiético (apesar de eu não ser psicóloga nem psiquiatra, hehe). Mas o que eu posso dizer é que já recebi email de pessoas que me perguntavam sobre problemas médicos que elas tinham e que obviamente eu não poderia ajudar. Ou dúvidas muito grandes, como "o que eu faço com a vida?", essas coisas. Curiosamente, o que mais chegava era gente pedindo ajuda e no final do email falando "eu acho que eu deveria fazer tal coisa, mas o que você acha?". Na verdade, ela só queria um incentivo, porque ela já sabia o que deveria fazer! hehehe

G- De onde veio a ideia de fazer videos de "ajuda"?  
L- O Lully Me Ajuda acabou surgindo porque nos comentários e mensagens de FB eu recebia muitos pedidos de ajuda. Os vídeos de relacionamento e comportamento acabaram abrindo essa porta pra muita gente que não tem com quem contar. Às vezes não pode se abrir com os pais e amigos, etc. Essa confiança toda é lisonjeira, mas ao mesmo tempo um pouco preocupante. Eu não conheço a pessoa, com certeza quem conhece poderia dar melhores conselhos. Mas nem sempre existe um ombro amigo por perto, né? Às vezes tem alguém angustiado do nosso lado e a gente não sabe, porque fica só no papo leviano "Oi, tudo bem?" de corredor da escola/escritório.

G- Você da dicas de filmes em seu Vlog. Tem algum filme que mudou a sua vida? Qual? E qual melhor descreveria a sua vida?
L- Com certeza os filmes de princesa da Disney fizeram parte da minha vida, porque eu assisto desde muito pequena. Tem muitos filmes que me fizeram ter vontade de fazer faculdade de cinema, como os do Alfred Hitchcock. Conforme fui estudando, descobri mais cineastas interessantes e isso me estimulou ainda mais. Não consigo lembrar de nenhum filme que tenha MUDADO a minha vida, mas tem muitos que fazem parte do meu imaginário automaticamente. Por exemplo, Jumanji. Quando eu vejo um monte de gente correndo e um cara correndo bem atrás, cansado, na hora eu lembro do rinoceronte que fica atrás da manada no filme. Esse tipo de coisa, sabe?
Um filme que descreva a minha vida? Isso é muito difícil! Acho que sou uma mistura de Amélie Poulain com Clemetine (de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças). Isso pode soar MUITO cliché, mas por outro lado, é difícil achar boas personagens femininas que não caiam no estereótipo.

G- Depois de ajudar seu público, você deve receber e-mails agradecendo. Algum te deixou emocionada?
L- Vários! No primeiro aniversário do vlog eu pedi justamente isso pras pessoas: Contem como o canal influenciou a vida de vocês. O resultado vocês podem ler aqui nesse post. Gosto muito de saber que as pessoas tiraram forças de algum lugar vendo os meus vídeos pra tomar alguma decisão difícil na vida. Já recebi todo tipo de relato, desde gente que terminou (ou começou) um namoro por causa do que eu falei, até gente que saiu da depressão. É lindo conhecer um pouco mais sobre a vida de cada um e me sinto honrada de poder ajudar de alguma forma.
Um relato que me deixou muito emocionada foi de um cara que tinha uma síndrome (que agora não lembro o nome), e por causa dela ele tinha pouquíssimo convívio social. Ele me escreveu contando que estava se sentindo mais confiante pra poder conversar com uma colega de classe, depois de ter visto meus vídeos. Não vou entrar em mais detalhes, mas foi honestamente lindo.

G- Pra finalizar, existe algum Vlog que você tem como inspiração que você recomendaria ao público?
L -Eu gosto muito de vlogs de mulheres engraçadas, como a Jenna Marbles e a Natalie Tran. Pra fazer pensar, meu canal favorito é oPBS Idea Channel. Aqui no Brasil eu gosto muito do Jovem Nerd, que é bem-humorado, mas também tem muitas informações legais (e confiáveis!)

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