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Eu estava apavorada porque não fazia ideia sobre o que escreveria essa semana, até que uma amiga me mandou uma mensagem perguntando se eu conhecia determinado garoto porque eles iam sair essa tarde (inclusive eles devem estar juntos agorinha mesmo, enquanto escrevo esse texto) e o que eu achava e/ou sabia sobre ele. Contei uma pequena historinha sobre minha experiencia com o tal garoto e quando acabei perguntei como eles haviam se conhecido ela me respondeu que havia sido pelo Facebook. Não pude deixar de achar interessante toda essa situação. Ao contrário do que pode estar parecendo, o garoto é o menos importante nisso tudo. Ok, ele pode até ser importante porque foi o que trouxe ela a falar comigo, mas só. 
Relevante mesmo, na minha humilde opinião, é como a internet, o Facebook, encurtaram caminhos nas nossas vidas. Por exemplo, quando eu preciso conversar com algum professor, ao invés de bater na sala dos professores, eu mando uma mensagem pelo Facebook para ele. Inclusive arrisco a dizer que isso nos aproximou mais do que qualquer conversinha que pudéssemos ter na porta da sala dos professores durante o intervalo. Porém conversar com o seu professor é uma coisa, uma coisa bastante singular, outra coisa totalmente diferente é usar o Facebook como base de todas as suas relações.
Primeiro de tudo vamos imaginar caso um dia a internet acabe e sejamos obrigados a voltar a viver como vivia-se mais ou menos no inicio da década de 1990, você consegue imaginar como seria sua vida? Não? Ai é que está! Uma coisa é usar como facilitador, outra coisa é usar como base causando uma quase dependência. 
Vivemos em uma época em que você pode estudar na mesma sala que uma pessoa, vocês podem se ver cinco vezes por semana, conversar todas as noites pelo WhatsApp e nunca terem trocado uma única frase pessoalmente. Experimenta só marcar de sair com aquele amigo com quem você é viciado em trocar mensagens, muito provavelmente a conversa de vocês vai ter uma dinâmica totalmente diferente do que costuma ter pelo celular. O que é uma palhaçada por que vocês se conhecem, sabem os gostos, segredos e principalmente as afinidades que têm. 
Uma coisa é aquele amigo que você conheceu pelo computador e só consegue falar através de redes sociais, outra coisa é aquele cara que mora a 3km da sua casa e vocês nunca conversarem pessoalmente. Cadê o hábito de ir na casa de alguém apenas para conversar sem compromisso? Marcar de sair com a galera não deveria precisar de evento no Facebook. Deveria ser uma pessoa perguntando para as demais se podem ir tal dia a tal lugar, sem aquela preocupação de "só a gente tá?". Quanto mais gente melhor. 
A década de 1990 está virando algo quase romântico comparando aos nossos hábitos. Imagina contar para seus filhos que você conheceu o pai/mãe deles pelo Facebook (não que esse seja o que espero para a minha amiga lá do início do texto)? Que coisa sem graça. Vamos parar de se esconder através de contato via mensagens, contato agora só se for visual e cara a cara! Chega de se esconder através de indiretas via Twitter, se você estiver com algum problema com alguém tente conversar com ela. Apesar do que parece, não estar em contato com todo mundo o dia todo não é algo que afasta as pessoas, na verdade, aproxima.

PS: Imagem do site We Heart It
Tecnologia do Blogger.