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Todo mundo fez, gostou, menos eu

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Reprodução da Internet
Sabe, eu me sinto estranha. Não vou complementar com aquele velho "ás vezes". A verdade é que eu realmente me sinto estranha, o tempo todo. Talvez não seja só uma primeira, segunda ou terceira impressão, talvez eu realmente seja estranha.
Gosto de aproveitar a minha solidão, ou como costumo formalmente chamar: "convívio com meu próprio eu". Não que eu só goste de ser só, mas não tenho opção, tenho que ser só.
É nesses momentos que gosto de aproveitar a companhia do meu eu para pensar e refletir sobre essa ilusão ironicamente chamada de vida. Minha mente costuma ser possuída por um intenso e prolongado FlashBack, tão intenso que costumo me lembrar das coisas mais bobas e circunstanciais da minha vida, e da vida das outras pessoas também. Sim,da vida das outras pessoas. Tenho o péssimo defeito de querer mudar os outros, me preocupar com os outros. Como eu disse, sou estranha. A nostalgia em pessoa para ser franca.

Outra palavra que gosto é "Empatia". Sinto ela, vivo ela. Gosto de me aprofundar nos olhos humanos. É involuntário, não faço por querer. Percebo coisas através desses olhares, como vibrações, sentimentos enrolados, escondidos, terminados. Sinto coisas por eles. É muita coisa, tanta coisa que opto simplesmente por ignorar e fingir que nada aconteceu.

Todo mundo já apertou a campainha e saiu correndo, todo mundo já encontrou aquela pessoa ou várias dela, todo mundo já vestiu fantasias bizarras e foi em uma festa com os amigos se divertir, todo mundo gosta de abraçar qualquer pessoa que acaba de conhecer, todo mundo parece ser livre. Parece ser. Eu não.

A verdade é que sempre fui livre, sempre. É que a liberdade excessiva sufoca, exige o dobro da responsabilidade de quem pensa ser livre, deixa a gente confusa, faz mal.
Tudo o que faço, sempre fica pela metade. Tudo o que penso e idealizo, na prática nem começar eu consigo. Está aí, talvez seja essa a minha solução: A metade.
Uma vez ouvi dizer,que a solução está no problema. E talvez esteja mesmo. Só pode, no meu caso tem que ser.

Não gosto do meio termo, o "talvez" e o "provisório" me fazem mal, sempre fizeram. Gosto daquela pessoa que vem e naturalmente fica. Não importa se invadiu o meu mundo ou se roubou ele, desde que fique. Nunca gostei de visitações.

Tudo o que eu posso dizer é que sou um amontoado de querer, sonhar e buscar, mas sempre deixo resquícios pelo caminho e retorno aos meus próprios pensamentos para questionar. Sinto como se algo me faltasse, alguma palavra desfeita, algum ato, alguma provação. O que será isso que por ventura só me deixa saudades?

Provavelmente, só saberei depois que passar.





Bianca Vieira
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