Resenha: 4 de Julho (James Patterson)




     
             Tem um adágio popular que diz: “Nunca julgue uma pessoa pela aparência”. Parafraseio essa máxima dizendo: “Nunca julgue um escritor, por lido apenas um livro”.
             Esse sentimento de “culpa” se abateu em mim ao terminar agora a pouco a leitura de “4 de julho”, do escritor americano James Patterson. Há alguns anos tinha lido um outro livro dele chamado “Dia da caça” e detestei, já “4 de julho”, adorei!
             “4 de julho” é um thriler policial de tirar o fôlego. Repleta de muita ação, tiros, adrenalina, perseguições e muito suspense, faz com que você queira sempre ler o próximo capítulo, e quando se dá conta, já está quase no final do livro.
             A trama gira em torno da policial Lindsay Boxer que, após uma perseguição, acaba matando uma adolescente e ferindo outro. Esse fato a coloca na cadeira dos réus fazendo com que a sua imaculável carreira e conduta seja colocada em xeque.
             Para se distrair um pouco e fugir dos holofotes da imprensa local, Lindsay resolve passar um tempo na casa da irmã que havia ido viajar. Mal sabia ela que mais uma vez estaria se envolvendo, de forma indireta, em uma série de assassinatos em série que, pelo instinto de policial e amor a profissão, fazem-na abandonar o descanso, arregaçar as mangas e iniciar uma investigação por conta própria.
             É uma corrida contra o tempo, ou Lindsay descobre logo quem está por trás destes bárbaros assassinatos, ou quem sabe a próxima vítima pode ser ela mesma.
             O livro foi barato, eu paguei R$8,91 em uma promoção do “Submarino”, então é possível que muitas pessoas queiram dar este livro de presente a alguém.
             Por isso, eu preciso comentar o seguinte:
             O livro tem insinuações de sexo, claro que nada muito detalhado e nada muito diferente do que a televisão muitas vezes apresenta, mas se você vai presentear uma criança, deve tomar algum cuidado com isso.
             Há também violência no livro, como detalhes de como os personagens morreram, então, talvez uma pessoa mais sensível não se agrade com isso. Eu não tenho nenhum problema com leituras deste tipo, apenas estou citando a titulo de observação.
             A editora “Arqueiro” fez um bom trabalho. As paginas não refletem luz, as margens estão boas, só a letra poderia ser um pouquinho maior, mas como um todo, o trabalho da editora é bom. Só há um errinho na página 166, capitulo 115: “Liguei DO CELULAR para o posto de Keith COM O CELULAR (…)” falha de atenção do pessoal. E a editora colocou no final do livro, trechos das obras: “O 5º Cavaleiro” e “O dia da caça”… Droga, eu li os trechos e fiquei curioso, vou ter que comprar estes livros…
             Enfim, é uma bela dica para quem gosta do gênero ou quer se distrair um pouco com uma boa leitura de entretenimento. E aí, já leram este ou algum outro livro do James Patterson, o que acharam?


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