Resenha: Insurgente



             “Insurgente” começa exatamente após o fim de “Divergente”. Depois do ataque comandado por Jeanine Matthews, líder da Erudição, aos membros da Abnegação, o sistema de facções começa a ruir, uma vez que a Erudição está mais motivada do que nunca pelo poder. Nesse contexto, Tris, Quatro, Peter, Marcus e Caleb buscam refúgio na Sede da Amizade.
             A partir de então, começam a arquitetar um plano que torne possível a derrubada da Erudição do governo central e a preservação das vidas das pessoas que ainda estão na cidade. Durante a narrativa, torna-se claro que Jeanine teve uma motivação maior do que a aparente para o ataque aos Divergentes e à Abnegação.
             Para descobrir o que está acontecendo será preciso que eles formem alianças, pois sozinhos, nunca serão capazes de derrotar a Erudição. O problema será descobrir em quem confiar. E não somente falando sobre as demais Facções, mas também em relação aos seus amigos.
             Em “Insurgente” a trama se desenvolve muito. Os personagens são mais explorados, a trama em si ganha muita consistência porque todas as ‘pontas soltas” (ou grande parte delas) são amarradas na continuação, o universo da série se amplia já que as Facções da Amizade e da Franqueza deixam de ser apenas citadas para serem incorporadas à narrativa e os Sem-Facção também entram no enredo e se tornam peça fundamental na história.
             Outro ponto muito positivo do livro é o humor, que não sei se estava tão presente no primeiro livro. O livro inteiro tem muita tensão, mas a autora conseguiu introduzir a dose certa de humor nos capítulos, em momentos oportunos, fazendo com que fique natural e são soe como algo colocado ali apenas para dar uma desacelerada em determinados pontos.
             O que só me deixa bastante curioso é o encaminhamento que a série terá no seu último livro, por causa de um dos personagens. Evidentemente não vou me referir ao acontecido, pois sei que muitos ainda pretendem ler a série.
             A reviravolta que ocorreu de “Divergente” para “Insurgente” é tão grande que derrubou tudo aquilo que eu tinha como convicção quando li o primeiro livro. E simplesmente prefiro não fazer nenhuma previsão para o que acontecerá em “Convergente”.
             Cada vez mais essa série se reforça como uma das minhas favoritas dos últimos tempos.

Meu blog pessoal: O Doador de Sonhos (nele abordo assuntos do nosso dia-a-dia e como resolvê-los da melhor forma possível: Comodismo, Ansiedade, Medo, Vergonha, e etc...) 

0 comentários