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#ENEM: Redação sobre violência contra mulheres é destaque

Para Sistema COC de Ensino, exame apresentou questões com maior análise de conteúdo, fugindo do padrão dos anos anteriores
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   O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2015 manteve seu perfil interpretativo, mas apresentou maior equilíbrio na distribuição de disciplinas e questões de conteúdo específico, traço marcante dos vestibulares tradicionais. A força-tarefa do Sistema COC de Ensino para a correção da prova, realizada hoje (25), indicou como o destaque do dia a redação, com o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”.



   "A chave para melhor explorar esse tema era a palavra persistência. A partir dela o aluno poderia desenvolver diversos argumentos, em vez de apenas focar na violência em si, por exemplo, historicizar a violência contra a mulher. O Ministério da Educação foi muito feliz em ter proposto aos mais de sete milhões de alunos uma reflexão sobre um assunto tão relevante e atual”, comenta Alexandre Mattioli, gerente de produtos do Sistema COC de Ensino.

   O formato da redação – um texto dissertativo e argumentativo com proposta de solução – é característico do Enem, que abordou tópicos comportamentais nos dois últimos anos, quando falou sobre publicidade infantil e Lei Seca. O restante da prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias também manteve seu perfil tradicional. A gramática foi cobrada de forma contextualizada, sem perguntas específicas de sintaxe, e a literatura contemporânea dominou as questões, com apenas uma pergunta sobre a escrita barroca. Língua estrangeira mesclou poemas com textos informativos para avaliar a habilidade de interpretação dos candidatos.

   Na prova de Matemática e suas tecnologias, destaque para dois conteúdos típicos de provas como Fuvest e Unicamp: funções trigonométricas e logaritmo, presente pela segunda vez em toda história do exame. O restante do conteúdo foi muito próximo de edições anteriores, com análise de gráficos, porcentagem, análise combinatória, geometria e média.

   Ontem (24) foram realizadas as provas de Ciências de Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. A principal surpresa foi a avaliação de Sociologia, que ganhou espaço em relação a anos anteriores e cobrou conceitos específicos, como teorias do intelectual alemão Max Weber. Ainda em Ciências Humanas e suas Tecnologias, destaque para o caráter contemporâneo da prova, que abordou atualidades como feminismo, relações de trabalho e globalização. A prova de Geografia surpreendeu pelo foco em geografia física, falando de intemperismo e erosão. Em História, chamaram a atenção as perguntas sobre Idade Média, conteúdo pouco recorrente na avaliação. E Filosofia também teve uma abordagem conteudista que exigiu uma capacidade aguçada de interpretação de texto dos alunos.

   Em Ciência da Natureza e suas Tecnologias, alguns conteúdos tradicionais ficaram de fora. Adaptando os conceitos teóricos a situações do dia a dia, a prova de Biologia deixou de lado a botânica e se concentrou em imunologia, questionando sobre dengue e esquistossomose, doença ainda comum no Nordeste. Em Química, destaque para a questão sobre equilíbrio químico e Lei de Hess, conteúdo típico de vestibulares mais tradicionais. Física não abordou hidroestática e cálculo de energia elétrica e privilegiou cálculo de momento linear.

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